Justiça anula AGE de São Paulo e reintegra Ivan Bastos como tesoureiro da CGADB
Em
decisão de mérito tomada ontem, dia 9 de dezembro, pelo juiz José
Renier da Silva Guimarães, da 5ª Vara Cível de Manaus, AM, o pastor Ivan
Bastos foi reintegrado ao quadro de associados da CGADB e à função de
1° Tesoureiro para a qual foi eleito na AGO realizada no mês de abril em
Brasília. A decisão se estende, também, ao pastor Jônatas Câmara.
Embora ele não tenha sido julgado pela Mesa Diretora da CGADB à época,
em virtude de sua ausência por motivo de tratamento de saúde, o seu nome
constava na lide judicial.
Em sua sentença, o juiz declarou a
nulidade de todo o processo disciplinar n° 36, todos os seus apensos e
todos os atos dele derivados. Entre outras implicações, a AGE realizada
em São Paulo para desligar o pastor Ivan Bastos e eleger outro
tesoureiro em seu lugar perde todos os efeitos, com a sua imediata
reintegração tão logo a Mesa Diretora da CGADB seja notificada. Caberia
até perguntar se a CGADB devolverá as inscrições dos participantes,
mantida a sentença, após o trânsito em julgado.
Para prolatar a decisão, José
Renier alegou que os proponentes da ação, pastores Sebastião Rodrigues
de Souza (que, por sinal, não estava inscrito para participar
da AGE em Maceió) e Juvanir de Oliveira, deixaram de descrever “em que
teria consistido as alegadas ofensas bradadas pelos autores contra o
presidente da entidade e tampouco explicitou a forma como eles teriam
comandado a alegada desordem”.
Quanto ao parecer do Conselho de
Ética e Disciplina da CGADB pelo desligamento, baseado em um CD/DVD,
entre outras supostas provas, o juiz diz que a afirmativa está “vazada
em termos vagos e genéricos”, acrescentando: “Seria de rigor que
houvesse não somente a descrição do conteúdo do CD/DVD, mas também das
condutas individualizadas dos autores, com a menção clara e objetiva dos
tipos de ofensas proferidas contra o presidente da CGADB”, fatos que os
autores negam por alegar que estavam apenas cumprindo o seu direito
estatutário de exigir que as emendas ao Estatuto tivessem o voto de 2/3
dos presentes, o que não vinha sendo considerado pela presidência.
José Renier aduziu, ainda que,
mesmo se houvesse a quebra de decoro, como reportada na denúncia e
contestada pelos autores, “quando muito, poderia ser aplicada a pena de
suspensão, na forma do art. 130, II e III, do Regimento Interno, figuras
típicas nas quais as condutas dos demandantes, em tese, se
enquadrariam, e não nas previsões dos artigos 8º, I, 9º, IX, do Estatuto da CGADB e artigos 127 e 130 e 131, V, do Regimento Interno da mesma entidade”.
Como se trata
de sentença prolatada em Primeira Instância, não cabe mais nenhum
agravo, senão a apelação ao Segundo Grau, após a Mesa Diretora da CGADB
ser notificada. Mas como afirmei na matéria sobre a reintegração do
pastor Samuel Câmara, “é hora de convocar o Conselho Consultivo e buscar
uma solução negociada que pacifique as Assembleias de Deus no Brasil”.
Por falar nisso, a carta precatória que comunica à Mesa Diretora a
decisão judicial de reintegrar o pastor da igreja-mãe aos quadros da
CGADB já está em mãos da Justiça do Rio de Janeiro.
Fonte: Blog do Pr. Geremias do Couto
Nenhum comentário:
Postar um comentário